Mailza Assis oficializa Jéssica Sales como vice e amplia base para disputar o governo do Acre
Aliança entre PP e MDB consolida chapa governista rumo às eleições de 2026, enquanto adversários se movimentam nos bastidores.
A corrida ao governo do Acre ganhou um novo capítulo nas últimas semanas com a confirmação da ex-deputada federal Jéssica Sales (MDB) como candidata a vice-governadora na chapa da governadora Mailza Assis (PP). O anúncio encerrou um período de idas e vindas dentro do MDB, que discutia internamente se manteria a aliança com o Progressistas ou migraria para o grupo político do senador Alan Rick (Republicanos). Com a definição, a base governista passa a reunir PP, MDB e PL, formando o que integrantes do próprio governo classificam como a maior aliança política do estado neste momento.
Como se consolidou a chapa Mailza e Jéssica
A confirmação de Jéssica Sales veio por meio de um vídeo publicado nas redes sociais, no qual ela explicou que aceitou o convite de Mailza Assis com base em convicções pessoais e no desejo de contribuir com o desenvolvimento do Acre. A ex-parlamentar também relatou que esteve ausente de agendas recentes por estar em São Paulo, onde realiza exames de acompanhamento relacionados a um câncer de mama diagnosticado no fim de 2021, e afirmou manter a rotina anual de cuidados médicos sem prejuízo à atuação política.
A aliança foi selada em um encontro realizado na sede do Progressistas, em Rio Branco, reunindo a governadora, o senador Márcio Bittar (PL), o presidente estadual do MDB, Vagner Sales, e o líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Manoel Moraes (PP). Durante o evento, Vagner Sales destacou que a formalização representa a consolidação de meses de negociação entre os partidos aliados e defendeu que o grupo concentre esforços em propostas voltadas à população mais vulnerável do estado.
O que muda no tabuleiro dos adversários
Apesar do acordo fechado, a movimentação política no Acre segue intensa. O senador Márcio Bittar já sinalizou publicamente que pode optar por uma candidatura própria ao Senado sem declarar apoio formal a nenhum dos postulantes ao governo, incluindo a própria Mailza Assis, o senador Alan Rick e o ex-prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom. Essa possível postura independente é vista por analistas locais como um fator que pode reduzir o tempo de rádio e televisão da chapa governista durante a campanha.
Enquanto isso, Alan Rick trabalha para consolidar sua pré-candidatura com Rico Leite como vice, tendo recebido recentemente apoio público do deputado estadual conhecido como Petecão em um ato político que reuniu grande público em Rio Branco. Já Tião Bocalom, do PSDB, também avança nas articulações para sua chapa, tendo participado de eventos em que reforçou críticas à gestão dos últimos governos estaduais e defendeu mudanças estruturais para o Acre.
O que vem pela frente até as convenções
O calendário eleitoral também começa a se movimentar de forma mais concreta. As convenções partidárias, que oficializam candidaturas em todo o país, devem consolidar nos próximos dias as chapas ao governo do Acre e ao Senado, um processo que ocorre paralelamente à disputa presidencial entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), que tem repercutido também nas articulações estaduais e reforçado o clima de disputa acirrada entre os grupos políticos acreanos.
Para o eleitor de Rio Branco e do interior do Acre, o desfecho dessas articulações tem impacto direto na forma como as políticas públicas estaduais serão conduzidas nos próximos quatro anos, da saúde à infraestrutura. Acompanhar a formação das chapas e das alianças partidárias ajuda a entender melhor o cenário que se desenha para outubro, quando os candidatos passam a apresentar de forma mais clara suas propostas de governo à população.









