Por que alguns liftings envelhecem mal e outros parecem nunca ter sido feitos?
Na cirurgia plástica facial, poucos resultados são tão imediatamente reconhecíveis quanto um lifting mal executado. O Dr. Haeckel Cabral Moraes integra uma geração de cirurgiões que cresceu profissionalmente observando os erros estéticos produzidos por técnicas antigas e que construiu sua prática sobre uma premissa diferente: o objetivo de um lifting não é apagar a idade, mas restaurar a harmonia que o tempo desorganizou.
Em 2026, o lifting facial e cervical segue como o procedimento de maior impacto na rejuvenescência do terço inferior e médio da face, com resultados que nenhuma tecnologia não cirúrgica disponível atualmente consegue reproduzir em profundidade e durabilidade. O que mudou, em relação às décadas anteriores, é a compreensão anatômica que fundamenta as técnicas modernas e o critério com que os melhores cirurgiões selecionam e planejam cada caso.
Interessado em saber mais? Saiba no artigo a seguir!
O que faz um lifting parecer artificial?
A resposta está, quase sempre, na direção de tração aplicada ao tecido durante a cirurgia. As técnicas antigas de lifting tracionavam a pele horizontalmente, em direção às orelhas, produzindo aquela aparência esticada, com cantos dos olhos puxados lateralmente e lóbulos auriculares distorcidos, que ficou associada, no imaginário popular, à cirurgia plástica facial mal feita.
Conforme expõe o Dr. Haeckel Cabral Moraes, o problema dessas abordagens não era apenas estético, dado que a tração exclusiva da pele, sem reposicionamento das estruturas mais profundas, produzia resultados de curta duração, porque a pele, submetida a tensão excessiva, tende a ceder progressivamente. O envelhecimento que se seguia era frequentemente pior do que o original, com distorções que tornavam qualquer nova intervenção mais complexa.
O SMAS e a revolução anatômica do lifting moderno
A grande virada técnica no lifting facial foi a incorporação do SMAS, sigla para sistema musculoaponeurótico superficial, como estrutura central do procedimento. O SMAS é uma camada fibromuscular que envolve os músculos da mímica facial e que, ao ser reposicionada cirurgicamente, permite restaurar os volumes e os contornos da face de forma muito mais natural e duradoura do que qualquer tração superficial conseguiria.
Ao trabalhar no plano profundo, o cirurgião reposiciona os tecidos no vetor oposto ao do envelhecimento, que é predominantemente descendente e medial. O resultado é uma face que parece descansada e rejuvenescida, sem os estigmas artificiais das técnicas anteriores. Na interpretação do Dr. Haeckel Cabral Moraes, o lifting moderno não estica o rosto, ele o recoloca no lugar onde estava antes.

Dr. Haeckel Cabral Moraes
Lifting cervical: quando o pescoço envelhece antes do rosto
Uma das queixas mais frequentes entre pacientes na faixa dos 50 e 60 anos é o descompasso entre a aparência do rosto e a do pescoço. O envelhecimento cervical, caracterizado pelo frouxamento do músculo platisma, pelo acúmulo de gordura submentual e pela flacidez cutânea na região anterior do pescoço, pode preceder visivelmente o envelhecimento facial, criando uma incongruência estética que nenhum procedimento não cirúrgico resolve de forma definitiva.
O lifting cervical, realizado isoladamente ou em combinação com o lifting facial, aborda diretamente essas estruturas. A plicatura do platisma, técnica que aproxima e tensiona as bordas mediais desse músculo, restaura a definição do ângulo cervicomentoniano e redefine o contorno do pescoço. Segundo aponta o Dr. Haeckel Cabral Moraes, a decisão entre realizar o lifting cervical isolado ou combinado ao facial depende de uma análise criteriosa do grau de ptose de cada região e das prioridades estéticas individuais do paciente.
Quanto dura o resultado e o que influencia sua longevidade?
Um lifting bem executado por técnica moderna tem durabilidade documentada entre 8 e 12 anos, período após o qual o processo natural de envelhecimento retoma seu curso sobre os tecidos já operados. Essa estimativa, porém, varia conforme fatores que estão parcialmente fora do controle cirúrgico: qualidade da pele, exposição solar acumulada, tabagismo, variações de peso e predisposição genética individual.
Pacientes que mantêm hábitos de vida saudáveis, com proteção solar rigorosa, hidratação adequada e estabilidade ponderal, tendem a preservar os resultados por períodos mais longos. Procedimentos complementares não cirúrgicos, como toxina botulínica, bioestimuladores de colágeno e radiofrequência de manutenção, podem ser associados ao longo dos anos para prolongar a qualidade do resultado sem a necessidade de uma nova intervenção cirúrgica de grande porte.
O momento certo para um lifting existe?
Mais do que uma faixa etária específica, o momento ideal para um lifting é definido pela combinação entre a demanda clínica objetiva e a maturidade emocional do paciente para a decisão. Há pacientes de 45 anos com ptose facial significativa que se beneficiam enormemente do procedimento, e há pacientes de 65 anos cujo envelhecimento não justifica uma intervenção de grande porte naquele momento.
Em linha com o que informa o Dr. Haeckel Cabral Moraes, a consulta pré-operatória em cirurgia facial é o espaço onde essas variáveis são avaliadas com honestidade, como o que o tecido apresenta, o que a técnica pode entregar e o que o paciente espera encontrar do outro lado da recuperação. Quando essas três dimensões se alinham, o resultado tende a ser não apenas esteticamente satisfatório, mas duradouro e compatível com a identidade de quem está diante do espelho.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez









