A IPC 2016 no Canadá e a reorganização estratégica da indústria global de dutos
Por meio da leitura estratégica de Paulo Roberto Gomes Fernandes, a International Pipeline Conference realizada em setembro de 2016, em Calgary, no Canadá, consolidou-se como um dos principais fóruns internacionais para a redefinição de prioridades da indústria mundial de dutos. Em um contexto de retração do setor de petróleo e gás, marcado por pressão por eficiência e revisão de investimentos, o evento reuniu empresas, especialistas e lideranças para discutir soluções tecnológicas capazes de responder a um ambiente mais competitivo e exigente.
Observada a partir de 2026, aquela edição da IPC se revela um ponto de convergência entre inovação, racionalidade operacional e cooperação internacional. Em 2016, a palavra de ordem entre as grandes companhias era eficiência. A queda dos preços das commodities e a necessidade de manter a viabilidade de projetos complexos levaram o setor a buscar tecnologias que reduzissem custos, aumentassem a confiabilidade das instalações e ampliassem a vida útil dos ativos.
A IPC como fórum global de inovação aplicada
Conforme expõe Paulo Roberto Gomes Fernandes, a International Pipeline Conference se diferencia por articular exposição tecnológica e debate técnico de alto nível. Realizada a cada dois anos, a IPC reúne empresas de diferentes segmentos da cadeia dutoviária, desde fornecedores de materiais e válvulas até especialistas em integridade, monitoramento e gestão de projetos.
A edição de 2016 contou com centenas de companhias expositoras e milhares de profissionais de dezenas de países, reforçando o caráter global do evento. O foco em inovação aplicada, associado à apresentação de estudos de caso e pesquisas, permitiu que os participantes discutissem soluções concretas para problemas recorrentes da indústria, como envelhecimento de dutos, segurança operacional e impacto ambiental.
Eficiência e integridade como eixos centrais
Na visão de Paulo Roberto Gomes Fernandes, a centralidade da eficiência refletiu uma mudança estrutural no setor. A indústria passou a priorizar tecnologias capazes de otimizar operações, reduzir paradas não programadas e melhorar o controle de riscos. Sistemas avançados de gestão de segurança, monitoramento contínuo e manutenção preditiva ganharam destaque como ferramentas essenciais para garantir a sustentabilidade dos projetos.
A integridade das instalações também ocupou papel central nos debates. A necessidade de operar redes extensas de dutos com altos padrões de segurança levou à valorização de materiais mais resistentes, métodos de inspeção mais precisos e processos construtivos capazes de minimizar falhas ao longo do ciclo de vida dos ativos.
A presença brasileira e a construção de pontes internacionais
À luz do que elucida Paulo Roberto Gomes Fernandes, a participação brasileira na IPC 2016 assumiu significado estratégico. Mesmo em um período de dificuldades internas, empresas nacionais buscaram manter presença ativa no principal evento mundial do setor, reforçando a disposição de dialogar com o mercado internacional e de apresentar soluções desenvolvidas no Brasil.

Entenda com Paulo Roberto Gomes Fernandes por que a IPC 2016 no Canadá marcou um novo rumo na estratégia e competitividade da indústria mundial de dutos.
A escolha de ocupar integralmente a área que anteriormente representava o Pavilhão Brasil simbolizou uma estratégia de visibilidade e integração. Ao abrir espaço para a comunidade brasileira de dutos, criou-se um ambiente propício à troca de experiências, ao fortalecimento de parcerias e à inserção do país nas discussões globais sobre inovação e eficiência.
Ausências institucionais e protagonismo técnico
Segundo Paulo Roberto Gomes Fernandes, a ausência de algumas instituições brasileiras na edição de 2016 não impediu que o país fosse representado tecnicamente. A participação de equipes especializadas permitiu manter o diálogo com operadores e fornecedores internacionais, além de acompanhar de perto as tendências tecnológicas apresentadas.
Esse movimento reforça a ideia de que o protagonismo no setor de dutos não depende apenas de grandes instituições, mas da capacidade técnica, da inovação contínua e da presença consistente em fóruns estratégicos. Em 2026, essa leitura se mostra ainda mais pertinente, diante de um mercado cada vez mais orientado por competência e desempenho.
Premiações e validação tecnológica
Conforme nota Paulo Roberto Gomes Fernandes, a realização do Global Pipeline Award em paralelo à IPC contribui para legitimar soluções inovadoras e destacar boas práticas da indústria. A premiação funciona como selo de qualidade técnica, influenciando decisões de adoção de tecnologias e fortalecendo a confiança do mercado em soluções reconhecidas internacionalmente.
Por fim, a International Pipeline Conference de 2016 pode ser vista como um marco de reorganização estratégica da indústria de dutos. Em meio a desafios econômicos, o setor escolheu investir em eficiência, tecnologia e cooperação internacional como caminhos para a superação da crise. Em 2026, torna-se evidente que muitas das soluções discutidas naquele encontro passaram a integrar o padrão operacional de projetos em diferentes regiões do mundo.
Autor: Lewis Clarke









